Das responsabilidades que não sabemos ter.

Certo sábado, tive oportunidade de ouvir um sermão do padre da Catedral de Brasília, em uma missa celebrativa de um casamento, que muito gostaria de compartilhar.
Dizia mais ou menos assim:

– “Muitas vezes somos fracos, verdadeiros covardes, fugimos de nossas responsabilidade. As vezes nem nos damos conta ou ignoramo-las por inteiro saber e vontade de ignorar.
A formação dos relacionamentos em geral, entre esses o namoro e o casamento, agregam muitas pessoas pelo caminho, como vocês aqui presentes (missa), fundem-se intrinsicamente na relação como se fosse una  e assim dão frutos  a novas amizades: os amigos da relação.

Mal percebemos a responsabilidade que carregamos: o dever do convívio, da boa amizade… Se vocês foram convidados para testemunhar esse momento (casamento) é porque de alguma forma vocês cruzaram o caminho desse casal e, por isso, têm responsabilidade por estarem aqui nessa história Sobretudo, vocês amigos devem se comprometer inteirinamente com a relação, ainda que dela não se deva tomar partido de muitas situações. Saber conciliar a imparcilidade de agir com o dever de cumprir tal papel de amigo é árdua tarefa que ninguém deveria se omitir.”

Era mais ou menos isso o tal sermão.
Saí daquela celebração e em alguns momentos , na ílustre festa, me vinha tal pensar: “As nossas responsabilidades que não queremos ser parte…”

Em outros momentos, sempre imaginei que há uma virtude, até mesmo sorte, em ter obrigações e poder cumprí-las. Com essas, refiro as solicitações diárias da vida, os chamamentos diretos e indiretos em ajudar- servir.

É muito boa a sensação de poder ajudar alguém, seja lá como for, como puder. Até porque ser inútil é um ócio imprestável para qualquer ser.

Cumprir com as obrigações é mais que dever. No entanto, reconhe-las, mesmo as não tão óbvias, é virtude amiga árdua de se adquirir.

“A tua tarefa é representar  corretamente a personagem que te foi confiada. Quanto a escolhê-la não depende de ti.” (Epicteto)

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Acabar acabando- seria trágico se não fosse cômico.

 O cúmulo da desilusão é sentir decepção porque o mundo não acabou.

Eu verdadeiramente penso que o mundo acaba para muitas pessoas todos os dias. E aqui, não me refiro somente para aqueles que partem dessa para outra, mas de muitos que vivos se perdem em meio ao medo e acabam não iniciando, começando um novo ciclo, um novo pensar.

Há muitas pessoas que acabam sendo as mesmas todos os dias. Fazendo as mesmas coisas, não tiram lições nem reflexões do cotidiano. São incapazes de largar preconceitos e estigmas para  começar um novo tempo.

E  há quem acaba descordando, achando isso sem sentido, ignorando o fato. Mas cá nesse pensar, isso soa forte quando muitos querem acabar com tantas desgraças no mundo entre a fome, pobreza extrema, corrupção, com doenças… Difíceis mudanças; acabar com tantas grandes tragédias que fogem o controle singular de cada um.

Mas há quem acaba começando e é melhor chamar isso de início.

Johann Goethe sabiamente está certo “Só os homens sagazmente ativos, que conhecem as suas aptidões e as usam com medida e sensatez, poderão fazer avançar substancialmente o mundo”. E isso mais uma vez soa bem existencial.

Soa melhor que fim

Vivre Le Plus.

“Simbolizemos nossa mente como sendo uma pedra inicialmente burilada.Tanto quanto a do animal, pode demorar-se, por muitos séculos, na ociosidade ou na sombra, sob a crosta dificilmente permeável de hábitos nocivos ou de impulsos degradantes, mas se a expomos ao sol da experiência, aceitando os atritos, as lições, os dilaceramentos e as dificuldades do caminho, por golpes abençoados do buril da vida, esforçando-nos por aperfeiçoar o conhecimento e melhorar o coração, tanto quanto a pedra burilada reflete a luz, certamente nos habilitamos a receber a influência dos grandes gênios da Sabedoria e do Amor, gloriosos expoentes da imortalidade vitoriosa, convertendo-nos em valiosos instrumentos da obra assistencial do Céu, em favor do reerguimento de nossos irmãos menos favorecidos e para a elevação de nós mesmos para as regiões mais altas. A fim de atingirmos tão altos objetivo, é indispensável traçar um roteiro para a nossa organização mental, no Infinito Bem, e segui-lo sem recuar Precisamos compreender – repetimos, que os nossos pensamentos são forças, imagens, coisas e criações visíveis e tangíveis no campo espiritual. Atraímos companheiros e recursos de conformidade com a natureza de nossas idéias, aspirações, invocações e apelos. Energia viva, o pensamento desloca, em torno de nós, forças sutis, construindo paisagens ou formas e criando centros magnéticos ou ondas, com as quais emitimos a nossa atuação ou recebemos a atuação dos outros. Nosso êxito ou fracasso dependem da persistência ou da fé com que nos consagramos mentalmente aos objetivos que nos propomos alcançar. Semelhante lei de reciprocidade impera em todos os acontecimentos da vida Comunicar-nos-emos com as entidades e núcleos de pensamentos, com os quais nos colocamos em sintonia. Nos mais simples quadros da natureza, vamos manifestado o princípio da correspondência. Um fruto apodrecido ao abandono estabelece no chão um foco infeccioso que tende a crescer incorporando elementos corruptores. Exponhamos a pequena lâmina de cristal, limpa e bem cuidada, à luz do dia, e refletirá infinitas cintilações do Sol. Andorinhas seguem a beleza da primavera. Corujas acompanham as trevas da noite. O mato inculto asila serpentes. A terra cultivada produz o bom grão. Na mediunidade, essas leis se expressam ativas. Mentes enfermiças e perturbadas assimilam as correntes desordenadas do desequilíbrio, enquanto que a boa-vontade e a boa intenção, acumulam os valores do bem. Ninguém está só. Cada criatura recebe de acordo com aquilo que dá. Cada alma vive no clima espiritual que elegeu, procurando o tipo de experiência em que situa a própria felicidade. Estejamos, assim, convictos de que os nossos companheiros da Terra ou no Além são aqueles que escolhemos com as nossas solicitações interiores, mesmo porque, segundo o antigo ensinamento evangélico, “teremos o nosso tesouro onde colocarmos o nosso coração.” (EMMANUEL – Do livro “ROTEIRO”, caps. 06, 24 e 28, edição FEB)