“Faça o que puder, com aquilo que você tem, onde você está”

A ilustre frase do título acima é de Franklin Roosevelt- é uma belo pensamento. E tem muita força quando colocado em prática.  Qualquer título fica belo com uma frase de efeito como esta,  mas abaixo espero dissertar claramente sobre o contexto que inseri o pensar…

Não é de hoje, para quem me conhece, que sou profundamente apaixonado por cães.

Ainda, me recordo que quando criança pensava em cursar medicina veterinária, para que um dia pudesse de alguma forma ajudar esses e outros animais a curar suas feridas, suas dores, doenças.  Acredito que muitos de nós compartilhamos desse mesmo ideal.  Sim ou Não?

Nesse breve espaço, do qual usufruo para postar poucas dos inúmeros pensamentos que me atormentam dia a dia, acabo por escrever insuficientemente por falta de tempo. Mas ainda assim, gosto da possibilidade de compartilhar as raras idéias existencialista, filosofia cujo grande apreço lhe tenho, em que desloca a condição do homem racional do simples fato de viver para a superposição de existir.

Hoje, diferentemente,  vi, por uma foto postada na rede facebook uma ação existencial que não partia de um homem; e sim de um cão.  Mas que me remetia a análise dessa idéia filosofica existencialista que pressupõe a racionalidade do Homem.

No entanto,  indaguei-me sobre o fato exposto: se a condição precípua de partir ou não da racionalidade negaria uma ação existencial- tal qual como preceitua Jean-Paul Sartre  “A existência precede e governa a essência”, assim entendemos que  o  indivíduo por si só define a sua realidade;  ou melhor, é capaz de realizar suas vontades diante a ação- seja em qual circunstância for.

Entretanto, as correntes folosóficas do existencialismo mais moderno passaram a entender que o indivíduo- Homem- diante a vida tem a possibilidade de escolher seu destino em qualquer circuntância: “O que nos importa não é o que fizeram de nós,  mas sim o que fazemos com o que fizeram de nós”–  assim é a escolha- a nossa escolha.

Sem delongas, gostaria de compartilhar do vídeo que me fez repensar como anda o mundo, seus valores, nossas ações:

É claramente desnecessária qualquer explicação sobre o vídeo. As imagens são muito claras ainda que não esgote quaisquer palavra que venha a justificar ainda mais a frieza humana.

“Vemos o peso da responsabilidade por sermos totalmente livres. E, frente a essa liberdade de eleição, o ser humano se angustia, pois a liberdade implica fazer escolhas, as quais só o próprio indivíduo pode fazer. Muitos de nós ficamos paralisados e, dessa forma, nos abstemos de fazer as escolhas necessárias. Porém, a “não ação”, o “nada fazer”, por si só, já é uma escolha; a escolha de não agir. A escolha de adiar a existência, evitando os riscos, a fim de não errar e gerar culpa, é uma tônica na sociedade contemporânea. Arriscar-se, procurar a autenticidade, é uma tarefa árdua, uma jornada pessoal que o ser deve empreender em busca de si mesmo.” (Do Existencialismo)

Por conseguinte, segue a seguinte foto:

Chocante! Não?!

Retornemos a idéia inicial de Franklin Roosevelt: “Faça o que puder, com aquilo que você tem, onde você está”. Será que estamos fazendo o que pudemos? E para que? Para quem? Estamos nos tornando insensiveis, pragmáticos com tantas regras e costumes que pouco importam os seus verdadeiros valores.  Será que estamos mudando os valores ou querendo darmo-lhes preços?

E o mundo?Estamos diante aquilo que queremos e esperamos!?

E o que fazemos?

Sem mais palavras so resta pronunciar o que já foi dito:

“Que significa então que a existência precede a essência”?(JP Sartre)

Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente é nada. Só depois será, e será tal como a si próprio se fizer.” ( Heidegger)

Desse modo, existencialista-é melhor ser praticando idéias   e questionando verdades, buscando um mundo melhor apartir de nós, do que simplesmente viver e não existir.

Que mundo!

“Faça o que puder, com aquilo que você tem, onde você está”

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A notícia de morte no dia do Jornalista.

No dia 07 de abril, para quem não sabe, foi o dia do jornalista.
Mas mataram a notícia, ou melhor, viveram da morte de algumas crianças e pré-adolescentes, na barbárie do Rio.

Todos já sabem, a história foi triste: sujeito entrou armado em escola de 1º grau, em Realengo-RJ, e atirou contra crianças que estavam em sala de aula. Fim da história, morreram 11 crianças e outras foram internadas feridas. O rapaz- autor dos disparos- se matou logo em seguida.

No entanto, a Imprensa viveu o dia sobre a morte.
Uma verdadeira tragédia. Coisa comum no Brasil.
Digo não ao fato da tragédia ocorrida na escola, mas quanto a canabalização da notícia no Brasil.

Sem adentrar o papel da imprensa, que tem grande relevância na condução de uma sociedade informada, interada com a história e de formação de cidadãos ativos. Há também, por outro lado, um modo negro de passar informação: desastrosa, sensasionalista e exploratória, que empobrece a notícia.

Desconheço o manual ético de jornalismo. Embora, acredito mais na moral. Que por sinal, não vi nessa abordagem.
Bateram tanto no assunto, chamaram infinitos especialistas, desde psicólogos a astrólogos para desvendar os mistérios da vida do autor do feito.

Há dezenas de estudos, artigos científicos, que já trataram de pesquisar sobre a influência da mídia no comportamento humano. Coisa batida, como a notícia. Embora, desconheço algum que já tratou do assunto como a força da mídia na criação e apoio de desgraças. Um encorajamento da ação. Como muitas vezes ocorre com as notícias de suícidas.

Sem fugir do assunto inicial, o sujeito era anti-social, tinha baixa alto-estima, marginalizado, e, de alguma forma acredito; queria fazer algo para aparecer, ser notado. Nem que fosse a última coisa da vida, como ocorreu.

Assim como em outras situações, esse força criacionista da mídia é capaz de fortalecer e criar indivíduos e cenas. Dão papéis fortes a alguns figurantes, ou melhor, dá força a figurantes em papéis.
Independente da ordem, o que conta é que há inúmeras pessoas que fariam de tudo para aparecer, serem notadas, vistas, de alguma forma, referências.

Uma das maiores revistas brasileira foi capaz de montar até uma cronologia sobre o massacre, uma grande rede de televisão ocupou no dia do acontecimento mais de 50% do seu tempo com isso, eu tive o desprazer de ouvir de um repórter- dos diplomados, como preferir- indagar para uma mãe, minutos depois da chacina ao ver sua filha morta, como ela estava se sentindo.

Seria mesmo de tudo isso necessário? É dessa forma que se constrói a boa informação?

Tristemente, pessoas pobres -entendamos na concepção da palavra e não no valor financeiro- diplomadas ou não, armadas e desprotegidas, falantes ou introspectivas-desprovidas de moral, desconhecem a ética, desacreditam nos valores de vida, se expõe a fazer o que for preciso para criar e destruir.
Sendo assim, pode-se ter mais uma notícia.

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“Reflexão de um jovem a propósito da escolha de uma profissão”

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Karl Marx

 

Quando  Karl Marx realizava seu exame final de língua alemã no Ginásio de Trèves, seu professor mandou-o dissertar sobre o tema: “Reflexão de um jovem a propósito da escolha de uma profissão”

Foi quando- aos 17 anos- Karl desenvolveu duas idéias que iriam acompanhá-lo por toda a vida.

A primeira era a idéia de que o homem feliz é aquele que faz os outros felizes; a melhor profissão,  portanto, deve ser a que proporciona ao homem a oportunidade de trabalhar pela felicidade do maior número de pessoas, isto é, pela humanidade. No entanto, a segunda idéia era a de que há sempre obstáculos e dificuldades que fazem com que a vida das pessoas se desenvolva em parte sem que elas tenham condições de determiná-la.

Porém, Karl jamais abandonou a convicção de que era preciso procurar trabalhar sempre de maneira mais eficaz em prol da humanidade.

(KONDER; Leandro. Marx- VIDA E OBRA – José Alvaro Editor-1936)

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