Da inovação dos protestos e da obsoleta repressão.

Não é um “vintém” a mais por dia que as pessoas deixam suas casas, vão as ruas fazer barulho, tomar sedes de governo, interromper pistas, se expor ao risco dos manifestos, se misturar em meio a zombaria de militantes com outras ideologias. Não é mais por um “vintém” que se caminham léguas pelas ruas, com rostos pintados, dando a cara a tapa- não é de graça.

A sociedade, como um todo, estamos tão irados com o descaso nas nossas políticas, que já não cabe mais somente comentar alí no sofá de casa, depois do jornal das 8. Os lares não têm tido paz, com tanto descaso fora- logo alí depois do portão, dentro do congresso.

O risco de sair de casa, ser político, cidadão é incorrer na sujeição de ser crimizalizado, erroneamente. A difamação começa pelo Estado. E não é por um vintém.

Os tempos mudaram. Mas a repressão aos manifestos, ao exercício de um direito constitucional no Estado “Novo” são os mesmo usados há 20, 30, 40 anos. É a difamação, a criminalização, a busca em domicílio de militantes, o combate ostensivo quase ditatorial do Estado para fazer de conta para o mundo que tá tudo bem. É a lei da mordaça no sec. XXI. Ressalto que estamos falando de Direitos e não dos crimes cometidos contra o EStado a ordem pública. Até porque isso deve ser combatido sim, mas na forma na lei. E não com os abusos e com outros crimes.

No entanto, na era da democratização da internet e das redes sociais, quase não se vê mais núcleos, centros de poder dos manifestos.Não há lideres . As pessoas ganharam autonomia  de tal modo, que qualquer um protesta como quiser: escreve, grava, filma, discute, se reune, publica… Até porque, manifesto tem que ganhar uma identidade pública. Já viu manifesto, por mais que seja calado, mas é quieto, comportado? Outramente, parece introspecção, papo que morre na mesa de bar, nos corredores de hospitais.

Nesse pensar, as pessoas têm saído as ruas. Cada um com sua causa, cada um a seu modo, misturou os problemas e foram desabafar. O momento, atual, no Brasil é o mais oportuno para publicar ao mundo as mazelas que há por aqui.

Os que protestam são taxados de revoltados, vagabudos, vândalos- e seriam injustos também ao quietar diante a necessidade de explanar…

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