A seta.

Vivemos em um mundo onde você é avaliado pelo seu poder de compra. Se você não tem muitas coisas ou não pode comprá-las, -desculpe, mas na real, com esse sistema, é assim- você não vale tanto também..

A única parte da economia que enxergamos são as compras. Se você não compra, não tem “economia”. Mas se você compra.. opss.. Entao// pense nisso também.
O que tem que haver isso com ecônomia?

“Nos não produzimos tênis, produzimos sonhos”.
Essa frase é dada a autoria ao Presidente da Nike. Que reflexão podemos tirar sobre isso? Já parou para pensar?

Entao…
É o impulso do sistema. Quem consome mais chama mais ‘atenção’. E de forma involuntária impera a vontade de ser bem visto, atualizado, ter posse. No entanto, não se dá conta de que é um modelo inventado que ocupa-lhe grande parte da vida e de sua imaginação.

É verdade, no mundo atual temos mais coisas. Mas em contrapartida, temos menos tempo para tantas outras importante na vida como família, visita a amigos, reuniões, atenção á natureza e á sociedade em que vivemos.

Como se não bastasse, para consumir precisamos de dinheiro. E para ter dinheiro precisamos de trabalho. E nessa ocupação, meu caro, raríssimos têm sorte, coragem ou sucesso de fazer o que gostam, pois a necessidade se baseia no consumo, nas contas, nas aquisições.
E o tempo que leva a labuta até importa, mas se dá para possuir o que a seta nos indica para ser “feliz”, tocamos o ofício.

Não obstante, um consumidor inconsciente também é um potente produtor de lixo, retira matéria prima da natureza desnecessariamente e contribui com a seta que inventaram para seguir.

Não é fácil perceber a quantidade de energia e água que as coisas têm em sí.. Para se ter uma idéia, uma maçã- algo simples-  gastam-se 75 litros d’água para produzí-la. Isso verificado os gastos desde o seu processo- plantio, que conta irrigação.

Então, consumidores, temos que perceber o quanto exigimos das coisas e de nós mesmo quando adiquirimos um produto. Não podemos nos tornar vítimas de nossas próprias ações, por força de um impulso criado.

Quer saber mais sobre a seta? Olhe! Ta tudo aí.
Vivre le plus.

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Afinal, quantas coisas possuem você?


O mezzo mago, mezzo charlatão, Paulo Coelho, escreveu que temos duas mentes,
que enquanto uma “trabalha” a outra “viaja”, na maioria das vezes
cantando canções estúpidas que ouvimos ao acaso, e não esquecemos durante um tempo.
Você se lembra?
Você sabe com quantos socos na cara se consegue um sorriso?
Ou um bom dentista?

Alucinação.
Glicerina.
Lipoaspiração.
Sabonete.
Medo.
Arrepio.
Silêncio.
Loucura.
Loucura?

Por que você olha no espelho de manhã?
Por que você guarda dinheiro?
Por que você gasta?
O que você tem na cabeça?
E no coração? E nos olhos?
E no estômago?
Lembra de “Seven”?
Já leu Huxley?
Viu “Laranja Mecânica”?
Precisava?
Por que?
Onde você estava quando a história estava sendo feita?
Quando o bolo queimou no forno?
Quando a pessoa que você ama foi embora?

Ah, o amor.
O amor sobrevive.
Nada é estático.
Nada é movimento.
O Impero Romano desmorona.
O Império Financeiro desmorona.
O amor (você o conhece?) sobrevive.
De mãos dadas.
Vendo tudo de camarote.
É assim que funciona?
Você acredita em mim?
Não precisa responder.
Só pense.
O que somos?
Consumidores?
Sonhadores?
Bastardos?
Apaixonados?
Dominados?
Astronautas?
Profetas?
Qual o melhor remédio para a insônia?
Existe banda melhor que Pixies, hoje?
Alguém se satisfaz com polêmicas?
Onde está a sua mente?
Onde está a minha mente?
Significa alguma coisa?
Você escolhe?
Sorvetes. Relógios. Jeans.

É possível alcançar a paz usando a violência?
Socos no olho?
Sangue nas mãos?
Deslize.
Escorregue.
Caia.
Não fume.
Não saia de casa.
Não acredite na Ferrari que você vê.
No hambúrguer que você come.
Na Matrix.
Uma grande atuação de Brad Pitt.
Uma grande atuação de Brad Pitt?
Uma grande atuação de Brad Pitt.
Resistência.
Consciência.
Memória.
Sensacionalismo.
Beats.
Bytes.
Enganação.
O suicídio é um homicídio em legitima defesa.
Defesa?

Merecemos os sonhos que temos?
Merecemos os filmes que vemos?
Merecemos estar vivos?
Alguém se lembra de quando tinha cinco anos?
Alguém se lembra do homem pisando a lua?
Alguém se lembra de Marcel Plasse falando do My Bloody Valentine?
Quantos anos você tem?
Quantos cds você tem?
Quantos livros você leu?
Quantas camisas você já vestiu?
As coisas que você possui, acabam possuindo você?
Inventaram máquina para sorrir?
E para tirar peso da consciência?
E para amar?
E o amor, onde fica?
Me mostra no mapa!

Deixa pra lá, é tudo loucura.
Isso é cinema.
Também conhecido como arte.
A sétima.
Isso fica.
O resto desmorona.
Como colunas de coliseus.
E sua dor não vai curar você.
Talvez, o amor.
Talvez.
E um segundo de sua vida se foi no segundo que passou.
Bem vindo ao Clube da Luta.
Se essa é a sua primeira vez, eu recomendo: assista duas.
Se der, leia o livro.
E seja feliz.